segunda-feira, 30 de novembro de 2015


O tempo parou.
Olho para o ponteiro imóvel
Já não se houve o tic-tac
Apenas o vento assobia.

Caminho descalço sobre a areia
Sinto a frescura e a humidade
As ondas rebentam numa espuma branca
Que rasteja até beijar-me os pés.

Contemplo o céu que se abre sobre mim
As estrelas estão ali, imóveis
Estico o dedo e toco-as
Ou serão elas que me tocam?

Vejo as ondas da sua luz
Que descem sobre mim
Tal como as ondas do mar
Tocam-nos na alma... profundamente.

Fiquem bem no lado escuro da lua.

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